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Francine Mestrum –  De 2 a 4 de novembro de 2018, na Cidade do México, realizou-se o Fórum Social Mundial das Migrações. Imediatamente depois, ocorreu uma reunião do Conselho Internacional do FSM, com todos os presentes ao fórum. Nós éramos, no total, cerca de 25 ou 30 pessoas.

Esse número é muito limitado para tomar decisões e, infelizmente, o ‘streaming’ não funcionou bem e os interessados ​​em seguir as discussões online não conseguiram fazê-lo. Realmente foi uma pena porque nossas discussões foram muito positivas e construtivas, como se o choque das eleições no Brasil tivesse despertado todos os participantes.

A primeira metade do dia foi dedicada à situação política no mundo, com o relato de uma ascensão do fascismo e do totalitarismo em toda parte. Os amigos brasileiros nos lembraram como, há dois anos em Montreal, não conseguimos condenar o “golpe” contra a presidente Dilma e como a “masturbação intelectual” paralisou o CI durante anos. É certo que aqueles que recusam qualquer posicionamento político continuam presentes, mas um acordo geral surgiu para enfatizar a necessária e inevitável politização do CI e do FSM.

Quanto aos participantes do México, eles apontaram que, embora o novo presidente que assumirá suas funções em 1º de dezembro seja progressivo, seu gabinete e seu governo incluem vários membros do antigo sistema do PRI. Portanto, não se pode esperar decisões de ruptura esquerdistas. No entanto, o horizonte de abertura é uma oportunidade para os movimentos sociais garantirem que o novo governo respeite seus compromissos eleitorais.

Quanto à Europa, lembrou-se como os governos e movimentos populistas de direita estão ameaçando a democracia e as eleições europeias de maio de 2019.  Steve Bannon mudou-se para Bruxelas e tentará, com seu movimento “O Movimento”, influenciar os resultados.

Um movimento contra o fascismo já existe na Europa Central, a “Primavera de Praga 2”, que deveria ser voltada a desenvolver programas de ação. Porque a grande questão permanece: o que fazer? Uma grande reunião de resistência será realizada em Caracas, na primavera de 2019.

Também foi lembrado como o tema da migração se tornou estratégico e é usado pelos governos de direita para impor restrições às liberdades ou mesmo à militarização.

No final deste debate, foram discutidas a iniciativa de se criar uma rede de cidades-santuário (que protegem imigrantes contra a deportação), desenvolver um movimento mundial contra o fascismo e enfatizar a convergência necessária entre os movimentos: “ninguém solta a mão de ninguém”, a solidariedade entre nós é essencial.

Esses debates também nos levaram a concluir que o próximo FSM terá que ser mais político e buscar objetivos concretos.

E como “as pereiras não podem dar maçãs”, foi feita uma proposta para criar se um movimento à parte do fascismo, caso o CI continue a não querer se posicionar politicamente.

O segundo grande debate que tivemos foi especificamente sobre o próximo FSM que os camaradas mexicanos esperam organizar no México em 2020, possivelmente em 2021. Como ainda não há um novo governo e o trabalho preparatório ainda não foi iniciado, esse debate é orientativo e deve permitir que os movimentos mexicanos entendam melhor os objetivos e expectativas do CI.

Os camaradas mexicanos expressaram o desejo de dar uma nova dinâmica ao FSM, se possível com uma mudança nas regras da Carta de Princípios, pelo menos com uma visão política muito forte. Isso exigirá que todos trabalhem, em todos os continentes, para mobilizar todas as energias e articular os vários temas que nos interessam. Para tanto, devemos fazer a conexão entre os diferentes fóruns temáticos. Este FSM também será importante para continuar pressionando o novo governo mexicano. Todos aqueles que estiveram no CI antes devem ser contatados e convidados novamente. A mensagem do FSM terá que ser expressa em uma voz política forte e emancipatória.

Nesse contexto, enfatizou-se que a metodologia deve estar sempre a serviço da política e não vice-versa. Será estudado como organizar, além de atividades autogestionadas, reuniões estimuladas pelo comitê facilitador, a fim de preservar a possibilidade de uma agenda e orientação abrangente, a serviço de nossos objetivos. Este trabalho deve necessariamente ser coletivo e perseguir o objetivo de torná-lo um fórum verdadeiramente global. Não se deve excluir que, nesse meio tempo, os brasileiros estejam tentando organizar um evento preparatório em Salvador da Bahia, em apoio ao processo mexicano.

O FSM 2020 terá que se desenvolver sem camisa de força para ser global, emancipatório e estratégico. Finalmente, realizou-se um último debate sobre a secretaria do Conselho Internacional e uma nova iniciativa de comunicação, tudo a serviço de nossas mobilizações e de nossa eficiência. Nova cooperação entre o Magrebe, o Canadá e o Brasil será implementada. Aos 20 anos do primeiro FSM, existe uma nova esperança!

Tradução: Rita Freire. Fotos de Michele Torinelli – Ciranda

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