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Titulo A defesa dos Institutos Federais enquanto soberania do povo brasileiro

Tema - Territorio

Lema #nenhumdireitoamenos, ¡Ningún derecho a menos!

Descrição / Relato

A Rede de Grêmios do IFRN vem reafirmar a luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e, portanto, em defesa dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Nesse sentido, é com muita garra, luta e resistência que apresentamos a campanha de alerta “Não Fechem Nossos IF’s”.
A campanha, lançada no dia 27 de outubro pela REGIF, surge em um contexto de golpe civil, jurídico, midiático e parlamentar que marca na história do nosso país não só uma violação à democracia, mas a efetivação e intensificação de um projeto político conservador, entreguista e neoliberal. Nessa perspectiva, a educação cumpre função estratégica para o governo ilegítimo, qual seja a de legitimar o projeto político em curso. Prova disto é a Reforma do Ensino Médio, a qual se assemelha à Reforma Capanema da Ditadura Vargas e tem como objetivo transformar o ensino médio público em uma educação acrítica e apta a formar os filhos da classe trabalhadora para a mão-de-obra barata e alienada, enquanto os filhos da elite estarão sendo formados, nas escolas particulares, para serem os futuros dirigentes do país.
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, nesse contexto, vêm sofrendo duros cortes de verbas que objetivam inviabilizar a função social que esta instituição cumpre, qual seja a de se apresentar para a sociedade e para os filhos da classe trabalhadora como uma educação pública, gratuita e de qualidade, capaz de abrir portas nas quais, até pouco tempo, foram inimagináveis de serem adentradas pelos sujeitos mais excluídos e marginalizados socialmente.
Somente neste ano de 2017, os cortes orçamentários que atingiram o IFRN chegaram a R$ 2.929.931,00 somado a um contingenciamento de R$ 18.572.080,00, o que totaliza uma redução de R$ 21.502.011,00 no nosso orçamento, nos fazendo retornar ao orçamento que tínhamos em 2014, quando erámos apenas 14 campi. Nesse cenário de sucateamento, presenciamos, diuturnamente, a demissão em massa de trabalhadores terceirizados; a diminuição do número de contratos de estagiários; a redução da duração de bolsas pesquisas de 9 meses para 7 meses, segundo último edital da Reitoria do IFRN; a redução drástica do fundo de capacitação para os docentes; o corte nas nossas aulas de campo; a proibição, pelo governo, de adquirirmos veículos e transportes institucionais como ônibus para a realização de aulas de campo, bem como de máquinas e equipamentos; e a impossibilidade de manutenção da estrutura dos nossos campi.
Os impactos no IFRN ainda não são tão desastrosos quando comparados à situação dos outros IF’s do país. Graças a um fundo de reserva técnica que tínhamos acumulado durante os governos anteriores, conseguimos minimizar os impactos dos cortes na assistência estudantil – que fora atingida com redução de 10% pelo governo – entretanto, para 2018, não teremos mais fundo de reserva, pois este encontra-se zerado. A situação só piora quando olhamos para a Rede Federal como um todo: IF’s do restante do país estão sinalizando o fechamento de suas portas por não terem condições, sequer, de se manterem.
Os ataques, portanto, são incisivos em seus objetivos: desmontar as políticas de permanência estudantil de forma a ter o corpo discente cada vez menos assistido e diminuir, bruscamente, a oferta de vagas para o setor de pesquisa e extensão, o que implica diretamente na baixa inserção do estudante ao mundo tão restrito do “fazer ciência”. Esse é o desmonte da escola pública, gratuita e de qualidade que estava funcionando e dando certo no Brasil.
Os Institutos Federais simbolizam o acesso, pelos filhos da classe trabalhadora, a uma educação digna! Simbolizam a interiorização do ensino gratuito e de qualidade nos interiores dos interiores do Nordeste brasileiro. Defender os IF’s é acreditar que a pesquisa e extensão podem ser desbravadas por quem nunca teve o acesso a elas. É olhar para o filho do pedreiro contribuindo para o desenvolvimento local e estratégico através da ciência. É construir a soberania nacional a partir do desenvolvimento técnico, científico e educacional laico, gratuito e digno.
É por isso que conclamamos a sociedade para, junto conosco, levantar a bandeira da campanha “Não Fechem Nossos IF’s”, como uma forma de alerta à sociedade civil sobre o desmonte dos Institutos Federais e sobre a importância e necessidade de defende-los. Compreendemos que a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, neste contexto político, passa, necessariamente, pela defesa dos IF’s e pela defesa do Ensino Médio Integrado.

Data/hora
Date(s) - 15/03/2018
14:30 - 16:00 .

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