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Relato dos editores / colaboradores do Jornal Voz das Comunidades, JVC

O Núcleo Piratininga de Comunicação, NPC, promoveu um espaço para lançamento da

Teia de Comunicação Popular do Brasil.

Claudia introduziu: um bate papo com algumas pessoas convidadas a falar, depois aberto para umas experiências de comunicação e a criação da Teia. Ela contou a história, o NPC nasceu em 2003 com o assassinado, por policiais, de quatro jovens da favela do Borel no Bairro da Tijuca; isto resultou na criação dos Cursos que hoje dão um passo muito importante com a criação da “Teia de Comunicação Popular do Brasil, trata-se de uma rede de solidariedade, com objetivo de mapear, mobilizar, potencializar e estimular a articulação de diferentes experiências de comunicação popular, espalhadas pelo país. Pretendendo fortalecer e dar mais visibilidade às lutas do povo.” Claudia se emocionou, “Marielle assim como muitos outros jovens foi aluna do pré-vestibular da Maré e participou de uma das primeiras turmas dos cursos do NPC”. Apresentou livro “Experiências de comunicação popular no Rio de Janeiro de ontem e hoje”,

Reginaldo Moraes da UNICAMP e do NPC apresentou o livro “Da organização pela Base à institucionalização” de Giuseppina de Grazia, editado pelo NPC.

Foi exibido o filme produzido pelo NPC “Comunicação Popular: Quem faz”.

Ubiratan Félix dirigente Sindical dos Engenheiros: “Não sou comunicador, sou engenheiro civil, mais acho importantíssima a questão da comunicação”, colocou sua experiência na participação nos jornais da UNE.

Giovando da UFBA, falou da Rede criada em 2000 com ONGs e outros grupos, aí perceberam que tanto a esquerda quanto a direita não tinham a comunicação como um instrumento de empoderamento.

Wesley Lima do MST, Assentamento Candelária, Wenceslau Guimarães BA, “Nós temos duas faces, uma interna: Que é a comunicação dentro dos assentamentos com as famílias assentadas e acampadas. E outra externa: Que é o diálogo com a sociedade através de nosso jornal Sem-terra e programas de rádio”. “Precisamos ocupar os latifúndios do ar assim, como ocupamos os latifúndios de terras”, lembrou da formação de 40 jornalistas da terra pelo Pronera. “Não caminhar sozinho”. “Estamos junto na construção dessa Teia”.

Emilio, do Vias de Fato-MA falou da proximidade do jornal com os Quilombolas e outros povos tradicionais no MA, de várias lideranças assassinados nos últimos sete anos “Quem mata uma Marielle queria matar uma ideia, são casos e casos que acontecem de forma banalizada por causa da impunidade, vamos esperar quantas Marielles mais?, da criação da Teia que é uma ousadia. “ O NPC não é um veículo de comunicação é uma escola de formação política de comunicação popular”. O Fórum é uma “Festa” várias atividades acontecendo no mesmo espaço. Mais passado o “carnaval” do Fórum a gente tem de saber o que fica! Quebrar essa indiferença entre nós e construir essa Teia., concluiu.

Luiz Neto– dirigente sindical no Ceará contou um pouco de sua experiência enquanto comunicador. “Depois de participar de um curso do NPC a uns dois anos atrás. Nós saímos de lá com a missão de criar alguma coisa no campo da comunicação. E com o apoio da Federação, criamos uma Rádio cuja demos o nome de: Classista, com programas voltados para a comunicação popular. A Radio Classista estava transmitindo ao vivo o lançamento da Teia.

Cátia Dias se levantou de repente e nos surpreendeu, com dois belos poemas, um em homenagem a Marielle e outro sobre o momento conjuntural que vivemos.

Ana Palmira representante Sindical dos Auditores do Trabalho colocou fatos de violência na fiscalização contra o trabalho escravo, passaram a fazer denúncias e divulgam inclusive em histórias em quadrinhos, estão juntos na construção dessa Rede.

Valéria– Moradora da Cidade de Deus no Rio de Janeiro “Há 44 anos desenvolvemos um trabalho com as meninas e meninos de Cidade de Deus. Temos uma web rádio e um jornal trimestral, produzimos quatro mil exemplares. ” “ Nosso jornal divulga as coisas boas da própria comunidade, porque não precisamos de ídolos fora, temos que reconhecer pessoas talentosas e poderosas que estão do nosso lado” Muitos resultados no trabalho com poesias, com suas grandes denúncias de forma sutil e os jovens gostam.

Joka Madruga do NPC do Paraná, com as várias comunicações alternativas que tem lá: Jornal Terra Sem Males, Revista AGROA, Site Porem, Sindicatos dos bancários; o Brasil de Fato imprime 20 mil exemplares duas vezes por semana, tem site com o mesmo nome,

Claudia leu o manifesto da Teia. Depois abriu espaço para as pessoas do plenário falarem.

Três sindicalistas dos professores de Vitoria da Conquista acreditam que a comunicação é um dos pilares mais importantes para se trabalhar, dão a voz aos outros segmentos nas páginas nas redes sociais e se colocaram à disposição para participar da Teia.

Padre Clemir da CPT com sua experiência junto aos Povos tradicionais no estado do Maranhão viu a necessidade da Teia e valorizou o Vias de Fato junto a essas comunidades. Relatando o ataque ao povo Gamela: “E por isso quando pensamos em comunicação e transformação, precisamos levar em conta a crença de cada um. A comunicação também passa pela fé, os Encantados e os Orixás tem muita importância”.

Orenílton da Radio Classista, da periferia de Fortaleza “Também sou militante do Software livre e mim coloco a disposição para criar programas e mecanismos que contribuam na construção e funcionamento da TCPB”.

Wanderley do Tocantins gostou desse lançamento da Teia porque tem muito interesse pela mídia.

Uma mulher do Paraná “O movimento tem produções muitos boas, para lutar pela transformação. Já foi dito aqui, que quando morremos viramos sementes e eu digo que é preciso virarmos sementes, para que ninguém mais morra”!

Ronaldo vê a grande necessidade dessa Teia “porque juntos somos muito mais fortes”, leu um poema em homenagem à Marielle.

Na abertura foi entregue o panfleto do JVC a todos os participantes do lançamento da Tela. Após a finalização a Claudia ficou espantada vendo nosso grupo “Vocês estavam aí, eu lhes procurei tanto! E porque vocês não falaram?” O JVC já integra a Teia e tem Curso NPC programado para Julho em Feira de Santana. Houve uma hesitação e um desencontro, que o jovem Nilton até resumiu brincando “Praticamos o lema: Antes de Ensinar, devemos aprender”!

É o cabeçalho do panfleto do JVC que segue em anexo.

Erian Santiago, jovem militante do MCP, Movimento das Comunidades Populares e do JVC.

Feira de Santana-BA. 18 de março de 2018.

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