Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Foto: Mídia NINJA

O  terceiro dia do Fórum Social Mundial 2018, quinta-feita (15), foi marcado por uma onda de protestos e indignação pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, Eduardo Pedro. Marielle era mulher, negra, militante e defensora dos direitos humanos e se autodeclarava favelada e homossexual. O crime cometido contra sua pessoa foi considerado uma afronta, tentativa de silenciamento, à todas as pessoas que lutam por sua causa.

Tido como um dos momentos mais aguardados do FSM 2018, devido a participação do ex-presidente Lula, a Assembleia Mundial em Defesa das Democracias reuniu convidados de religiões de matriz africana, povos indígenas, coletivos femininos, personalidades políticas, artistas, lideranças sindicais e militantes. O evento, organizado por entidades civis e sindicais, contou com a presença de representantes de vários países da América Latina, África, Caribe e Europa, unidos em defesa da democracia, no continente e no mundo, frente ao avanço do conservadorismo e extremismo.

Ao cair do dia no estádio de Pituaçu, que teve metade do seu campo e arquibancada preparados para receber o público da Assembleia, presenciou um palco ornado de flores, com dois telões de alta definição, lotado de mulheres e homens que fizerem discursos “inflamados” em defesa da democracia, dos direitos das minorias e da união e fortalecimento da América Latina.

Com tradução simultânea em espanhol, inglês e francês entre as mensagens ecoadas do palco era unânime o lamento, o protesto contra o assassinato de Marielle e a conclamação dos movimentos  a se unirem em defesa da jovem democracia brasileira. “Este deveria ser momento de celebração da diversidade das lutas, mas estamos aqui com a alma destroçada pela execução de Marielle. O estado de exceção no Brasil nos desafiou a reagir”, disse Rita Freire, do Coletivo Brasileiro e Conselho Internacional do FSM.

Nossa democracia “nunca tão arcada desde o fim dos sombrios tempos da ditadura” –  pontuou o líder sindical Pascoal Carneiro.

Único representante europeu no encontro, o deputado francês Eric Coquerel prestou solidariedade a Marielle e homenageou sua luta e de todos seus companheiros, além de oferecer apoio ao povo da América Latina e aos ex-presidentes, Dilma Rousseff e Lula. Coquerel foi enfático ao falar que já estava na hora de as esquerdas do mundo inteiro esquecerem e relevarem suas diferenças, o que para ele naturalmente levaria a uma reinvenção dos movimentos, para lutarem contra o racismo e o fascismo que avança em todo o mundo.

Já Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, alertou que a América Latina precisa identificar seus inimigos e unir as forças de seu povo contra o imperialismo, que a todo momento tenta fissurar o processo de independência da América. Zelaya também demonstrou apoio e camaradagem a Lula, lembrando que durante a tentativa de golpe contra seu mandato, em 2009, o presidente brasileiro foi o primeiro a lhe oferecer apoio, e defender o processo de autonomia e independência da América Latina.

Anunciando a presença de Lula, o governador da Bahia, Rui Costa, em nome do povo baiano, saudou todos os visitantes e salientou que para se acabar com a herança escravocrata reinante no país é necessário dar ouvidos a luta pelos direitos das mulheres.

No instante em que assumiu o microfone o ex-presidente petista Lula, sob uma leva de aplausos e gritos de seu nome, iniciou uma aula sobre a história dos processos políticos modernos da América Latina, com ênfase e precisão. Lula em poucos minutos abarcou mais de 500 anos de história para demostrar para o público que não era atoa que a América Latina se encontrava em situação tão ameaçada como no momento atual.

“Eles (países imperialistas) não querem que nós cresçamos, que sentemos com eles para discutir e negociar de igual para igual; querem sempre nos ver por baixo, para que possam extorquir e roubar nossas riquezas. E isso eu não aceitarei”, completou Lula. Que em seguida pediu a união dos partidos de esquerda em defesa da democracia brasileira.

Apesar do clima de consternação no estádio, por conta do crime contra Marielle, e os direitos das mulheres e humanos, artistas presentes no evento ecoaram seus cantos em protesto e homenagem à Marielle e a Anderson, que se transformaram numa única voz e se somaram às muitas vozes que ecoaram pelas ruas e lares de todo o país algo que dizia: Marielle… Marielle… Anderson… Presentes!

Comunicação Compartilhada FSM 2018

Texto: Ugo Soares

Revisão: Ana Paula de la Orden

Marielle, presente!

 

1 Comment
  1. marcos 3 years ago

    Ola boa tarde!

    O texto nao condiz com ação do titulo e da foto. A atividade era do PT dentro das atividades do FSM, ao LULA não uma Asssembleia Geral das Democracias.
    Eu estava no palco ouvi todas as falas. Não sou contra a atividade de em favor de Lula. Apoio, sou contra o goveno golpista mas misturar as coisas não honesto. Parece que Dilma e Lula foram para uma atividade e não para tenda do PT dentro FSM e outra dedicada a Lula. Fica chato.

Leave a reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

Contato

Deixe uma mensagem e etornaremos o mais rápido possível. You can send us an email and we'll get back to you, asap./puede enviarnos un correo electrónico y nos comunicaremos con usted lo antes posible./vous pouvez nous envoyer un email et nous reviendrons vers vous, dès que possible.

Sending
Select your currency
BRL Brazilian real
EUR Euro

Log in with your credentials

or    

Forgot your details?

Create Account