Imágem do público na Assembleia das Democracias, Estádio Pituação, no FSM 2018

Imagem: Público da Assembleia das Democracias, no Estádio de Pituaçu, no FSM 2018, em Salvador – Bahia. Mídia Ninja.

Nós, organizações que participamos do processo de facilitação do Fórum Social Mundial 2018, realizado de 13 a 17 de março, em Salvador, testemunhamos e participamos do encontro de 80 mil vozes, vindas de enorme diversidade das lutas sociais de todo o mundo, para afirmar  sua capacidade de enfrentar e mudar  realidades opressoras. Resistir é criar, Resistir é transformar foi o chamado do FSM 2018.

O Brasil, sede da edição 2018 e berço do Fórum Social Mundial, tão profundamente conectado às lutas por democracia no continente, vive hoje o momento mais grave de ataque aos anseios democráticos desde o golpe perpetrado através de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff.

Neste momento, após a decretação de prisão do ex-presidente Lula, em um claro posicionamento político dos tribunais, as vozes que clamam por democracia se vêem impelidas à resistência mais dramática, contra o abuso das instituições que deveriam promover Justiça e não justiciamento de lideranças populares.

Mídias e generais chantageiam a mais Alta Corte para obter resultado anticonstitucional, que não expressa a convicção do colegiado, além de irromper a cena para  propagação de temores que só tiveram igual dimensão em tempos de recente ditadura.

As organizações facilitadoras do FSM 2018, abaixo assinadas, conclamam a todas as organizações, brasileiras e internacionais participantes do FSM e à toda sociedade civil mundial, seus movimentos e organizações de luta, a se posicionarem em denúncia clara contra o golpe de estado que agora busca se consumar com a prisão do ex-presidente Lula.

Este momento dramático vivido no Brasil  exige a união de todos(as que lutam por um mundo mais justo e democrático.

Conclamamos ao apoio e solidariedade internacional com os(as) militantes políticos, partidários, sindicais, sociais e também populares sem qualquer filiação, que se levantam em todo país, em especial em São Bernardo do Campo, em posição de resistência a este golpe de morte que está sendo desferido contra o povo brasileiro.

Resistir é criar
Resistir é transformar

Brasil, 05 de abril de 2018

Organizações do Coletivo Brasileiro e Grupo Facilitador do FSM 2018

Vida Brasil
Abong
CUT-Brasil
CTB
Unisol
Filhos do Mundo
TV Kirimurê
CONEN
Rede Ciranda de Comunicação Compartilhada
Unegro
UBM
Rede Mulher e Mídia
UNE
CEN
Cebrapaz
Cáritas Brasileira
Clacso
CONAN
Conselho de Entidades Sócio Ambientalista da Bahia (COESA)
Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC)
Fórum Baiano de Economia Solidária (FBES)
Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma)
Geledés
Instituto Paulo Freire /CEAAL
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Mulheres Negras da Bahia (representantes do Fórum Nacional e da  Articulação de Mulheres Negras da Bahia)
Instituto Àwúre Incentivo Cultural Afro Brasileiro

Coordenadoria Ecumênica de Serviço CESE 
Grupo Tortura Nunca Mais
Conselho Estadual de Cultura da Bahia
 

IC Members

Damien Hazard, Mauri Cruz – Associação Brasileira de Ongs – Abong


Maria Liège Rocha – Federação Democrática Internacional de Mulheres  – Fdim

Rogério Pantoja, Leonardo Vieira – Central Única dos Trabalhadores – Brasil

Salete Valesan – Clacso

Nilza Iraci – Geledes

Sheila Ceccon – Instituto Paulo Freire – IPF

Rita Freire – Rede Ciranda de Comunicação Compartilhada
Francine MestrumGlobal Social Justice

Ahmad Jaradat – Alternative Internation Center Palestine – AIC Palestine

Hermann Dworczak –  international network against rightwing populism and rightwing extremism “Prague Spring 2
Virginia Vargas Valente – Articulación Feminista Marcosur – AFM

Hamouda Sobhi – Forum des alternatives Maroc – FMAS e
Reseau Marocain Euromed des ONGs

Michel Lambert – Alternatives International
Bernard Duterme – Centro tricontinental – CETRI 

Jennifer Cox – Poor People’s Economic Human Rights Campaign – PPEHRC USA 

Sally Burch – Agencia Latinoamericana de Información – ALAI Ecuador

Celita Eccher – DAWN 

Gus Massiah – CRID
 
Rafaella Bolini – ARCI

Annie Pourre – No Vox International 

 

2 Comentários
  1. Urbano Ribeiro dos Reis. 3 meses atrás

    Defender liberdade dp LULA nao é solidariedade é mais que isso.
    Defender a liberdade do LULA é defender a nossa liberdade e dar uma banana aos golpistas e que modernizar o jeito de tomar poder e escravizar o povo brasileiro e vender as nossas riquezas aos abutres americanos e do velho mundo.

  2. Luis Edgar Morinigo 3 meses atrás

    El proceso a Lula está monitoreada desde los poderes hegemónicos del mundo en connivencia con la oligarquía brasilera, esta tiene un poder factico en el Estado brasilero. Lo que anteriormente era conocido como el plan condor militar hoy es un plan condor judicial. La victoria de los poderes facticos en Brasil representa una derrota en toda América Latina para los que bregamos justicia social y sobre todo una América del Sur unida.

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