Foto divulgação

A manhã no Fórum Social 2018, começou a todo vapor com a abertura dos trabalhos nas tendas do Campus Ondina. Às 9h, no espaço Brasil que o Povo Quer – Tenda Márcio Aurélio Garcia, espaço criado para recolher contatos de movimentos e coletivos no Mapeamento: movimentos e pautas políticas das periferias, com finalidade de dar visibilidade às reivindicações e pautas defendidas por organizações e coletivos da periferia, foi lançada a plataforma O Brasil que o Povo Negro Quer.

Durante toda a programação semanal da tenda a Fundação Perseu Abramo, organizadora das atividades no espaço, vai colher assinaturas de apoio ao manifesto “Eleições sem Lula é Fraude”, documento que, segundo os organizadores, conta com a adesão de mais de 240 mil pessoas entre ativistas, artistas, acadêmicos, sindicalistas e cidadãs e cidadãos do Brasil e do mundo.

COMBATE AO RACISMO E À DESIGUALDADE, UMA UNANIMIDADE

A mesa composta para o debate era bastante heterogênea, os convidados, Mediados por Martvs das Chagas, secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT, formavam um mosaico tão diversificado quanto a própria formação do povo brasileiro.

Se de um lado da mesa se encontrava o profofessor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Kabengele Munanga, na outra ponta estava Flávio Renegado, raper e compositor de Belo Horizonte. Ainda na mesa as presenças de Fábya Reis, secretária de estado da Promoção da Igualdade Racial do Governo da Bahia e a secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nougueira.

Apesar da variedade de formações e áreas de atuações dos convidados, dentre tantas convergências discursivas, uma fala soava mais alto durante a exposição de todos: a urgente necessidade de o Brasi se voltar para o debate das questões raciais e ampliação do combate ao racismo e à desigualdade racial.

Através da demonstração de dados a respeito dos investimentos da SEPROMI no combate ao racismo, Fabya Reis destacou a importância do estado da Bahia no combate às desigualdades raciais. Fato que, segundo a secretária, se deve em grande parte à atuação e luta das mulheres negras do estado.

O artista Renegado frisou em sua fala a importância da manutenção e ampliação das cotas para a inclusão do povo preto na esfrera da representatividade social brasileira. Segundo o músico esse não é o melhor caminho, visto que é limitado, “mas ainda é o melhor que temos”, concluiu.

Maria Julia Nougueira, aumentando o tom de voz durante sua fala, falou da importância de se resguardar a democracia em momentos tão delicados quanto o que vivemos; e que eleições sem a presença do candidato do PT, Lula, seria um duro golpe contra a mesma.

A secretária de combate ao racismo da CUT também lembrou aos presentes sobre a comemoração da Década Internacional Afrodescendente e concluiu ratificando que acreditava que a principal forma de combater o racismo e a desiguladade no Brasil seria o investimento na edução, esta seria plena e de qualidade à medida em que se melhorasse a formação do educadores, já que muitos deles são racistas.

Já o professor da USP, Munanga, para tentar explicar o “racismo à brasileira” e o “falso mito da democracia racial”, iniciou sua fala através da exposição de uma linha histórica a respeito do racismo no Brasil. Segundo ele a lei Aúrea foi uma medida incompleta, que marginalizou o povo negro. O acadêmico encerrou sua fala, como todos os outros, ratificando a necessidade e importância da luta no combate ao racismo e à desigualdade braasileira.

Comunicação Compartilhada FSM 2018

Ugo Soares